domingo, 1 de março de 2026

SONETO DA SOLIDÃO

Imagem elaborada pela IA GPT


SONETO DA SOLIDÃO


Elmar Carvalho

 

Nas noites em que a lua alumia

a solidão das desertas chapadas,

soturnamente, adormece a melancolia.

Os raquíticos espinheiros, como ossadas,

 

quando a noite é bem sombria,

a sós com a solidão das quebradas,

contemplam, tristonhos, a nostalgia

das lúgubres noites amortalhadas ...

 

 

A araponga, se a noite desce,

solta seu grito que esmaece

na solidão, seu calvário!

 

Quando o dia chega ao termo,

a solidão que envolve o ermo

é como minha alma de solitário. 

8 comentários:

  1. Muito bom. O cenário nordestino conduz cada palavra por um filme bem sertanejo.

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  2. Muito obrigado, caro amigo.

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  3. Este comentário foi removido por um administrador do blog.

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  4. Soneto da solidão:
    Um poema melancólico,
    Sobre um poeta ermitão;
    De carácter simbólico.
    (Chico Acoram)

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  5. Soneto da solidão:
    Um poema melancólico
    Sobre um poeta ermitão;
    De carácter simbólico.
    (Chico Acoram)

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  6. Este poeta ermitão
    Vai continuar morando
    Numa gruta perdida
    Do mais ermo sertão.

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  7. Um poema que nos enleva, mas, ao mesmo tempo, nos lembra que a solidão nos machuca, nos arremessa sobre espinhos, mas as vezes nos aproxima de belos ramos com flores. Isso se dá quando a utilizamos para recordar boas passagens da nossa vida.

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