SONETO DA SOLIDÃO
Elmar Carvalho
Nas noites em que a lua
alumia
a solidão das desertas
chapadas,
soturnamente, adormece a
melancolia.
Os raquíticos espinheiros,
como ossadas,
quando a noite é bem
sombria,
a sós com a solidão das
quebradas,
contemplam, tristonhos, a
nostalgia
das lúgubres noites
amortalhadas ...
A araponga, se a noite
desce,
solta seu grito que esmaece
na solidão, seu calvário!
Quando o dia chega ao
termo,
a solidão que envolve o
ermo
é como minha alma de solitário.
Muito bom. O cenário nordestino conduz cada palavra por um filme bem sertanejo.
ResponderExcluirMuito obrigado, caro amigo.
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ResponderExcluirComentário removido a pedido de seu autor.
ResponderExcluirSoneto da solidão:
ResponderExcluirUm poema melancólico,
Sobre um poeta ermitão;
De carácter simbólico.
(Chico Acoram)
Soneto da solidão:
ResponderExcluirUm poema melancólico
Sobre um poeta ermitão;
De carácter simbólico.
(Chico Acoram)
Este poeta ermitão
ResponderExcluirVai continuar morando
Numa gruta perdida
Do mais ermo sertão.
Um poema que nos enleva, mas, ao mesmo tempo, nos lembra que a solidão nos machuca, nos arremessa sobre espinhos, mas as vezes nos aproxima de belos ramos com flores. Isso se dá quando a utilizamos para recordar boas passagens da nossa vida.
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