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PERDIÇÃO
Elmar Carvalho
Por mares de sargaços e enganos
perdi-me na rota
de estranhos portulanos
feitos por arcanos d’antanho.
Por causa de lábios
que falavam de amor
seguindo incertos astrolábios
soçobrei nas tormentas
de algum cabo Bojador.
Egresso de Sagres
dancei a Dança dos Sabres
no mapa de meu destino.
Nas garras da ventania
joguei um jogo de morte
em que tudo se perdia.
No derradeiro naufrágio
encontrei enigmas e presságios
nos búzios que no abismo havia.
E tudo se findou
num veleiro encalhado
em mar de absoluta calmaria.
Lindo poema sobre nossos ancestrais colonizadores heróis bravos corajosos mas a maioria eram degredados patifanios que o Rei mandava pro Brasil e África lembro que para povoar a Mocha mandaram 300 degredados como poderemos ser taca b
ResponderExcluirRaça boas.?