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AMOR CIGANO
Elmar Carvalho
A cigana jogou as cartas da sorte
e leu afagando as linhas tortuosas
que sulcam a palma de minha mão.
Falou sussurrando
de ascensões e naufrágios
entrevistos nos presságios.
Prometeu um grande amor
que breve encheria meu vazio coração.
Enfeitiçou-me e se evadiu
por ondulosas colinas
cheias de margaridas e rosas,
eritrinas e neblinas.
E me deixou repleto o coração
apenas de urtigas e saudade
a cigana leviana que leu
e releu a palma de minha mão.
As ciganas que nos envolvem com as mafiosas cartas, estão interessadas no money que lhe são valiosos. Tramas como se verdeiros tecidos bordados, elas nos mostram. E depois somem, porque não são de um só lugar. Muitas com beleza estonteantes, deixam um modelo de saudade e dor.
ResponderExcluirWilton Porto