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POESIA CÓSMICA
Elmar Carvalho
Duas lágrimas
de pedra nos olhos de vidro
e uma tristeza infinita na
alma de cristal.
O pensamento
voando além do infinito
e o corpo inerte
querendo voar.
As amarguras contidas
no soluço recalcado,
que morre antes de
ser gerado.
A insatisfação
dos atos inúteis
em cada palavra
dita em vão.
A vontade imensa
de alcançar a
realização total
de não ter desejos.
E a vida prática
e a matemática
e a rima que surgiu
por mero acaso.
me
enlouquece:
por
isto meu pensamento
salta
de mais infinito
a
menos infinito
e
explora as amplidões
do
universo, enquanto
meus
olhos vidrados
fitam
a álgebra
sem
vê-la.
E
a minha abstração
me
leva ao infinito
que
meu corpo
me
nega.

O Poeta é mais dado é fluente nas questões humanistas. Por isto, está inexpressividade diante das ciências exatas.
ResponderExcluirA Matemática, neste caso, é uma amargura sem-fim.
Wilton Porto
Caro amigo e poeta Wilton Porto, eu só simplesmente queria passar de ano.
ResponderExcluirSó isso e nada mais. E terminava dando certo. Mas tinha certa dose de estresse.
Eu também, meu amigo, muito sofri nesta matéria. Enquanto que no Português, só a redação já era um empurrão sobremaneira.
ResponderExcluirMeus olhos vidrados ficam a álgebra
ResponderExcluirSem vê la