domingo, 21 de dezembro de 2025

POESIA CÓSMICA

 

Fonte: Google

POESIA CÓSMICA


Elmar Carvalho

 

Duas lágrimas

de pedra nos olhos de vidro

e uma tristeza infinita na

alma de cristal.

O pensamento

voando além do infinito

e o corpo inerte

querendo voar.

As amarguras contidas

no soluço recalcado,

que morre antes de

ser gerado.

A insatisfação

dos atos inúteis

em cada palavra

dita em vão.

A vontade imensa

de alcançar a

realização total

de não ter desejos.

E a vida prática

e a matemática

e a rima que surgiu

por mero acaso.

A matemática

me enlouquece:

por isto meu pensamento

salta de mais infinito

a menos infinito

e explora as amplidões

do universo, enquanto

meus olhos vidrados

fitam a álgebra

sem vê-la.

E a minha abstração

me leva ao infinito

que meu corpo

me nega.

            Pba. 19.01.78

4 comentários:

  1. O Poeta é mais dado é fluente nas questões humanistas. Por isto, está inexpressividade diante das ciências exatas.
    A Matemática, neste caso, é uma amargura sem-fim.
    Wilton Porto

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  2. Caro amigo e poeta Wilton Porto, eu só simplesmente queria passar de ano.
    Só isso e nada mais. E terminava dando certo. Mas tinha certa dose de estresse.

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  3. Eu também, meu amigo, muito sofri nesta matéria. Enquanto que no Português, só a redação já era um empurrão sobremaneira.

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  4. Meus olhos vidrados ficam a álgebra
    Sem vê la

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