sábado, 31 de maio de 2014
A Princesinha do Mar e o trágico quotidiano brasileiro
quinta-feira, 29 de maio de 2014
O TRABALHO HUMANO
quarta-feira, 28 de maio de 2014
RIO PARNAÍBA – PROBLEMAS E SOLUÇÕES
terça-feira, 27 de maio de 2014
Breve apresentação de Memorial do Ouro
segunda-feira, 26 de maio de 2014
PRETO NO BRANCO - MORENO BRASILEIRO
domingo, 25 de maio de 2014
Seleta Piauiense - Mário Faustino
As trêmulas imagens de seus anos;
Onde imaturo corpo condenava
Ao canibal solar seus tenros anos;
Lá onde em cada corpo vi gravadas
Lápides eloquentes de um passado
Ou de um futuro arguido pelos anos;
Lá cândidos leões alvijubados
Às brisas temporais se espedaçavam
Contra as salsas areias sibilantes;
Lá vi o pó do espaço me enrolando
Em turbilhões de peixes e presságios —
Pois na orla do mundo as delatantes
Sombras marinhas, vagas, me apontavam.
sábado, 24 de maio de 2014
Desista, professor!
sexta-feira, 23 de maio de 2014
PROFESSOR LIMA COUTO
quarta-feira, 21 de maio de 2014
NILTO MACIEL - GRANDE ESCRITOR BRASILEIRO
Escritor. Membro da Academia Piauiense de Letras
terça-feira, 20 de maio de 2014
Pátrias divididas
domingo, 18 de maio de 2014
No reino do surreal
sábado, 17 de maio de 2014
Em Família
sexta-feira, 16 de maio de 2014
Memorial do Ouro: lançamento em Teresina
quinta-feira, 15 de maio de 2014
OBRAS INACABADAS E UM DOS MEUS AVOENGOS
Estive na casa do velho amigo Antenor Rêgo Filho para receber
de suas mãos o livro Obras Inacabadas, de autoria de nosso parente Francisco de
Assis Carvalho, cujo exemplar ele gentilmente me conseguira. Devo dizer que já
admirava sua residência e suas árvores à distância, mais precisamente do posto
de combustível onde eu ia abastecer o carro e que lhe fica ao lado.
Logo ao chegar, recolhi vários frutos do enorme jatobazeiro
que sombreia a casa e o jardim, com a intenção de reproduzir essa frondosa
árvore em nosso sítio da Várzea do Simão, situado às margens do Parnaíba, no
município de Buriti dos Lopes, perto do limite com Parnaíba. O solar do Tena é
amplo e elevado; algumas de suas partes, por recomendação estética do
arquiteto, foram construídas com espessas paredes duplas.
Ficamos a conversar em seu aconchegante alpendre, rodeado de
árvores que nos transmitem a ilusão de estarmos em um sítio campestre. Falamos
sobre vários amigos e conhecidos, sobretudo barrenses, muitos dos quais já
falecidos. Quando estava prestes a deixar o casarão do amigo Antenor,
encontrei, sobre o cimento, quase prensado entre um jarro e o muro, em local de
pouca luminosidade, um jatobá cuja plantinha tenra — na verdade, apenas um
broto — rebentara milagrosamente da dura casca do fruto, embora todas as
circunstâncias lhe fossem adversas.
Segundo informações contidas no próprio livro, Assis Carvalho
vinha escrevendo essa obra memorialística de forma discreta, quase sigilosa,
sem nenhuma pretensão literária, quando foi colhido pela “indesejada das
gentes”, deixando-a inconclusa; eis a explicação do título. Talvez por esse
motivo, ou talvez, mais provavelmente, por modéstia, pouco falou de si mesmo,
de sua vida e de sua trajetória profissional, preferindo tratar de seus avós
paternos e maternos, de seus pais, de seus tios e de seus irmãos. Para suprir
essa lacuna, o médico Sebastião Aécio de Carvalho, seu irmão mais novo,
discorreu sobre sua vida e personalidade. O livro enfeixa ainda vários
depoimentos de filhos e netos de seu saudoso autor.
Seus avós paternos foram João Antônio de Carvalho e Auta
Fernandes Pereira, e os maternos chamavam-se João Bartolomeu de Carvalho e Ana
Rosa da Silva (Dondom). Era filho de João Fernandes de Carvalho e Maria
Carvalho, conhecida como Marocas. Esse casal, além de Assis, teve os seguintes
filhos: Maria Judite, João Berchmans, Maria do Rosário, José dos Santos (Bilé),
Geraldo Majella, Lázaro e Sebastião Aécio. Todos já faleceram, com exceção do
caçula Sebastião.
Segundo meu pai, nosso parentesco com essa família vinha
através de João Antônio de Carvalho, proprietário da Fazenda Santinho,
localizada perto da cidade de Barras. Contudo, o nome do avô materno do autor —
João Bartolomeu de Carvalho — não me pareceu estranho. Ao contrário, pareceu-me
familiar. Fui conferir essa impressão em meu pequeno trabalho Breve Notícia
Familiar e nos livros Ruas, Avenidas e Praças de Piripiri e Ponta-de-Rama, do
primo Fabiano Melo.
Com o advento do site FamilySearch, descobri que minha bisavó
Antônia Quitéria de Carvalho era filha dos primos Marcos José de Carvalho —
filho de José Euzébio de Carvalho e de sua mulher, Josefa Odória de Oliveira —
e de Quitéria Leopoldina de Carvalho — filha de João Bartolomeu de Carvalho e
de sua mulher, Mariana Rosa de Castelo Branco. José Euzébio de Carvalho e João Bartolomeu de
Carvalho, meus tetravós, naturais de Granja (CE), eram filhos de Domingos José
de Carvalho e Quitéria de Brito Passos.
João Bartolomeu e Mariana Rosa eram os pais de minha trisavó
Quitéria Leopoldina e do João Bartolomeu ao qual, acredito, Assis Carvalho se
refere em seu livro Obras Inacabadas, onde consta que ele seria natural da
região de Granja, no Ceará, e que se casou “com Ana Rosa da Silva (Dondom) lá
pelos idos de 1894”, união que durou pouco tempo, porquanto ele faleceu em
dezembro de 1897.
Em Obras Inacabadas consta ainda a informação de que a
historiadora Judite Santana, em suas pesquisas históricas, teria encontrado o
registro de que ele seria um dos signatários da ata de instalação da vila de
Piripiri, fato ocorrido em 18 de setembro de 1874. Em seu livro Piripiri
(edição de 1972), às páginas 24 e 25, essa historiadora transcreve o auto de
inauguração da nova vila, no qual consta que o documento foi assinado pelo juiz
de direito, pelo escrivão e por “mais pessoas gradas desta localidade que
compareceram a este ato solene de inauguração da vila”. A povoação fora elevada
a essa categoria por meio da Lei Provincial nº 849, de 16 de junho de 1874.
Após todo esse cotejo de informações, fundamentadas em
documentos ou não, parece-me lícito inferir que João Bartolomeu, o segundo
desse nome, avô materno do autor, era filho de João Bartolomeu de Carvalho,
casado com Mariana Rosa de Castelo Branco, meus tetravós, conforme explicitado
acima.
Esclareço, por fim, que fiz este registro apenas como uma
modesta contribuição à genealogia piauiense. Quanto ao jatobá, do qual falei no
início desta crônica, espero que dê inúmeros e bons frutos, como muitos dos
Carvalhos aqui referidos o fizeram.
(*) Infelizmente, este texto continha erros, decorrentes da homonímia entre João Bartolomeu de Carvalho (avô do autor de Obras Inacabadas) e seu pai. Creio que tais equívocos já foram sanados, com esta republicação feita hoje [29/06/2026].






