| Charge da lavra do grande Gervásio Castro |
| Criação da AI GPT, por solicitação minha. |
DOIS CORDELISTAS E UM ARREMEDO
Recebi a postagem de um poema de Chico Acoram em que ele tece loas a sua esposa. Fez média para mais de mês; mais até do que se lhe tivesse dado um buquê de rosas vermelhas. Os versos seguem abaixo:
Fiz um pacto de amor
Com minha boa Senhora
Que tanto amo com ardor
Não haverá mais demora
Embora, às vezes, com dor
não sentida que me implora
só um beijo com calor.
(Chico Acoram)
O bravo José Pedro Araújo, que
como cordelista adotou o pseudônimo de Zé Curador, em alusão ao nome primitivo
de sua cidade natal, com o mesmo espírito de Ringo, que não perdoava – matava –,
retrucou com estes versos sarcásticos:
Depois que o ardor se mandou
Sobrou pouco da potência
Pra compensar com o que restou,
Um galanteio é uma penitência
(Zé Curador)
E este arremedo de cordelista,
tomando as dores de Chico Acoram, tentei fulminá-lo com esse quarteto
escacholado:
O nosso Zé Curador
Não cura nenhuma dor,
Mas em seu repente
É pior do que serpente.
Após a
publicação dos versos acima nos mares e sertões internéticos, o escritor e
poeta Carlos Dias, do mais alto dos altos da velha Altos, enviou por WhatsApp
este poema, que fica valendo por um arremate ou por um coroamento:
Venenoso e
afiado
Esse tal de
Curador!
Deixa o Acoram
cantar
As loas do seu
amor,
Pois senão não
terá jeito
De aplacar a sua dor.

Agradeço aos amigos poetas Elmar Carvalho e Carlos Dias por me defenderem na blague poética do Zé Curador. rsrsrs
ResponderExcluirZé Curador está muito violento.
ResponderExcluirUm quarteto afinado
ResponderExcluirAcoram, Zé Curador,
Mais Elmar e Carlos Dias,
Um grupinho benfeitor;
Alegrando o nosso dia
Com poesia sadia,
Fazendo liras de amor.