segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

DOIS CORDELISTAS E UM ARREMEDO

Charge da lavra do grande Gervásio Castro

Criação da AI GPT, por solicitação minha.


DOIS CORDELISTAS E UM ARREMEDO

Recebi a postagem de um poema de Chico Acoram em que ele tece loas a sua esposa. Fez média para mais de mês; mais até do que se lhe tivesse dado um buquê de rosas vermelhas. Os versos seguem abaixo:

Fiz um pacto de amor

Com minha boa Senhora

Que tanto amo com ardor

Não haverá mais demora

Embora, às vezes, com dor

não sentida que me implora

só um beijo com calor.

(Chico Acoram)

O bravo José Pedro Araújo, que como cordelista adotou o pseudônimo de Zé Curador, em alusão ao nome primitivo de sua cidade natal, com o mesmo espírito de Ringo, que não perdoava – matava –, retrucou com estes versos sarcásticos:

Depois que o ardor se mandou

Sobrou pouco da potência

Pra compensar com o que restou,

Um galanteio é uma penitência

(Zé Curador)

E este arremedo de cordelista, tomando as dores de Chico Acoram, tentei fulminá-lo com esse quarteto escacholado:

O nosso Zé Curador

Não cura nenhuma dor,

Mas em seu repente

É pior do que serpente. 

Após a publicação dos versos acima nos mares e sertões internéticos, o escritor e poeta Carlos Dias, do mais alto dos altos da velha Altos, enviou por WhatsApp este poema, que fica valendo por um arremate ou por um coroamento:

Venenoso e afiado

Esse tal de Curador!

Deixa o Acoram cantar

As loas do seu amor,

Pois senão não terá jeito

De aplacar a sua dor.  

3 comentários:

  1. Agradeço aos amigos poetas Elmar Carvalho e Carlos Dias por me defenderem na blague poética do Zé Curador. rsrsrs

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  2. Zé Curador está muito violento.

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  3. Um quarteto afinado
    Acoram, Zé Curador,
    Mais Elmar e Carlos Dias,
    Um grupinho benfeitor;
    Alegrando o nosso dia
    Com poesia sadia,
    Fazendo liras de amor.




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