sábado, 30 de maio de 2020

LUÍZA AMÁLIA, UMA CAÇADORA DE IMAGENS


Elmar e Socorro Meireles, numa das fotografias feitas por Luíza Amália

LUÍZA AMÁLIA, UMA CAÇADORA DE IMAGENS

Elmar Carvalho

Por e-mail, recebi da Luíza Amália Meireles, amiga dos tempos parnaibanos, várias fotos do lançamento do livro “O que os netos dos vaqueiros me contaram – o domínio oligárquico no Vale do Parnaíba”, de Manuel Domingos Neto, a que já me referi, na nota anterior. Ela, mercê de seu esforço e através de concurso público, é auditora-fiscal da Receita Federal.

Cultiva o hobby da fotografia, assim como seu irmão Meireles, chamado pelo Reginaldo Costa de “santo”, exatamente pela sua quase beatitude e mansidão de pessoa boa. Na fila dos autógrafos, fiquei imediatamente atrás de sua irmã Socorro, que ocupa uma das diretorias da Secretaria Estadual da Educação. Tanto o Meireles como a Socorro ajudaram o jornal Inovação em sua luta quixotesca por um mundo mais justo e mais fraterno.

Numa das vezes em que a Luíza me fotografava, um amigo ficou na frente da mira para me cumprimentar. Este fato me fez lembrar das lendas dos caçadores, muitos deles versados em mistificações hiperbólicas, que muitas vezes, quando estão concentrados na pontaria, são atrapalhados por alguma circunstância fortuita ou por alguma assombração protetora dos animais.

Encontrei na solenidade o teatrólogo e intelectual Tarciso Prado, quase totalmente recuperado de um grande susto que levou, quando um infarto lhe pregou uma peça – sem trocadilho dramatúrgico nenhum – da qual saiu ileso. Quando cheguei, conversava ele com o arquiteto Olavo Pereira, cujo livro sobre arquitetura piauiense o Tarciso considera como um dos melhores no gênero.

Olavo é parente de vários amigos meus e do saudoso Francisco Pereira da Silva, natural de Campo Maior, um dos maiores  teatrólogos do Brasil, cuja obra completa foi recentemente editada, pela FUNARTE, órgão do Ministério da Cultura. Há cinco anos existe uma lei estadual prevendo a criação de um memorial em homenagem ao Chico, mas, por mistérios insondáveis, que nem uma sibila seria capaz de explicar, não construído até hoje.

Mas por que mudei tanto de assunto e de modo um tanto abrupto, em texto tão curto, é um mistério que nem eu mesmo sei explicar, a não ser fazendo uma analogia com o título deste registro: Luíza Amália é uma caçador de imagens, e eu sou um caçador de assunto e de conversa.

4 de maio de 2010  

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