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MUSA MEDUSA
Elmar Carvalho
Sem arautos
sem pajens e sem bagagens
inesperadamente chegaste
sem anúncios e sem presságios
egressa de sonhos e miragens
e tão inesperadamente te foste
no mesmo sonho que te trouxe.
E na dor
intrusa que me restou
a Musa se fez Medusa.
Te. 09.08.95 – 1h

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ResponderExcluirCaro Elmar Carvalho,
ResponderExcluirExcelente domingo das mães!
A força do texto reside sobretudo na economia verbal e no jogo sonoro. Merece destaque o uso onírico do movimento de chegada e partida: a mulher surge “egressa de sonhos e miragens” e desaparece “no mesmo sonho que te trouxe”, reforçando a ideia de amor como experiência ilusória e transitória. Seu Texto, embora breve, é elegante e memorável.
Aécio Nordman
Muito obrigado pelo seu apropriado e excelente comentário.
ResponderExcluirBom dia, irmão Elmar, muito bom.
ResponderExcluirEverardo Oliveira