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MOISÉS
Elmar Carvalho
Escravo,
não sou escravo da submissão
e meu último adeus será uma corrida
com os pés fora da corda-bamba.
Escreverei
um manifesto assinado
com o sangue de cada um,
com o suor de todos,
todos mocinhos
de um filme sem mocinhos.
Escarnecerei
os muros e os tetos das prisões
porque são exceções de um regime de
exceção.
Escangalharei
as portas do céu
e os portões do inferno
e soltarei a liberdade.

Muito bom....
ResponderExcluirMuito bom
ResponderExcluirNesse período, sob o véu da truculência do regime político, a indignação esteve perene por muitos aspectos, sobretudo pelo controle da liberdade de expressão. Seu texto foi pontual, tal como um brado preso na garganta que ganga ares de desabafo. Parabéns!
ResponderExcluirEsse poema bate forte.
ResponderExcluirEle tem cara de grito e manifesto ao mesmo tempo. Algo que está preso e clama por liberdade.
Muito bom