domingo, 22 de fevereiro de 2026

SACRIFÍCIO

Fonte: Google

 

SACRIFÍCIO


Elmar Carvalho

 

Abrir meu ventre

como uma rosa de carne

e de suas vísceras multicores

pétalas dispostas em arabesco

projetar uma poesia

feita de flores e de fezes.

Cortar meu corpo

e retalhar minha alma

e fazer uma poesia

de matéria e de espírito

e morrer na última palavra

do último verso por nascer.

Drenar

minhas veias e

com seu sangue

regar um poema canibal

que não fale de morte.

E escrever a obra-prima

com o sangue da alma.

        Parnaíba, 17.05.78

3 comentários:

  1. Um poeta grande não se quebra nem com a força da lei!

    ResponderExcluir
  2. Kkkkkk. Este poeta está alquebrado e escacholado.

    ResponderExcluir
  3. Lindo poema comparando a beleza da Rosa criação da natureza.

    ResponderExcluir