segunda-feira, 2 de novembro de 2026

Louro da Banca

 

Louro visto por Fernando di Castro

Louro da Banca


Elmar Carvalho


Numa crônica do confrade e amigo Pádua Marques, soube que o Louro iria deixar de exercer suas atividades em sua banca de revistas (e livros) da Praça da Graça. Fiquei alegre (e, ao mesmo tempo, triste), porque seria o justo e merecido repouso do guerreiro, na verdade, um homem bom, em sua permanente batalha cotidiana pela sobrevivência.

Desde 1975, Francisco Sampaio, ou melhor, o nosso amigo Louro, exerce suas atividades de jornaleiro e livreiro na Praça da Graça, no centro histórico e comercial de Parnaíba, de domingo a domingo. Nas proximidades de sua banca, vários amigos se reúnem para deitar conversa fora e afora.

Quando o Louro quis tirar folga aos domingos, os frequentadores de sua banca ficaram tristes e se sentiram meio desamparados, pelo que fizeram uma espécie de abaixo-assinado oral, para que sua banca voltasse a abrir aos domingos. E logo ele retornou à sua escala 7 por 7 — de domingo a domingo.

Na época em que concederam a Francisco Sampaio o título de Cidadão Parnaibano, eu disse que ele deveria ser tombado como patrimônio  humano da cidade. Agora, pela internet, fiz os seguintes comentários:

Com a aposentadoria do amigo e histórico Louro, excelente ser humano, a bela Praça da Graça perde um pouco de sua graça. Louro, em sua Banca, nunca botava banca. Era sempre muito gentil e prestativo. Em sua simplicidade, era um verdadeiro fidalgo. O nosso Louro da Banca da Praça da Graça era um boa praça. Cabra bom e sem jaça. Repito agora o que já disse alhures e em outra ocasião: o Louro deve ser tombado como Patrimônio Humano de Parnaíba.

3 comentários:

  1. Deixou seu legado. Postagem merecida.

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  2. Um registro necessário.

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  3. Certa vez, precisei de algo, que eu sabia haver na Banca do Louro. Domingo, a banca estava fechada. Vi-me perdido num matagal fechado, sem bússola, sem celular. Recorri a conhecidos, para saber onde morava o Louro. Felizmente, descobrimos a residência do amigo. Eu Eliana o encontramos quase de saída. Mas com a prestatividade que lhe é normal, ele foi conosco e adquirir o que precisava. Louro disse que, o estilo continuará o mesmo. Esperamos! Esperamos!
    Wilton Porto

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