Minha loja do Mar Morto
Elmar Carvalho
O caro amigo Antônio Oliveira, juiz de Direito, me enviou uma
fotografia em que aparecia uma loja comercial cujo nome incluía meu prenome,
acompanhada da seguinte blague: “Meu caro, seus negócios vão de vento em popa
além-mar. Não resisti ao registro”.
Pensando tratar-se de um comércio de Teresina, respondi-lhe,
por áudio, que não tinha a menor vocação ou talento para empresário e que, em
minha vida, só tinha certo conhecimento de quatro xarás, dos quais dois nunca
vi pessoalmente.
O colega Antônio, então, me explicou que se tratava de uma
loja de produtos de beleza feitos com substâncias extraídas do Mar Morto, que
ficava ali perto, pois se localizava ao sul da Jordânia, onde ele se encontrava
a passeio.
Disse-lhe que, apesar do nome, no Mar Morto ninguém morreria
afogado, uma vez que suas águas, muito densas, fazem uma pessoa flutuar com
facilidade.
Na verdade, nada tenho no mar ou perto do mar. Mas, com o
nome que tenho — Elmar —, posso dizer que sou o próprio mar. Sou El Mar, o mar.


Bem sugestivo o nome com o mar morto El Mar
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