quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Minha loja do Mar Morto


 

Minha loja do Mar Morto

 

Elmar Carvalho

 

O caro amigo Antônio Oliveira, juiz de Direito, me enviou uma fotografia em que aparecia uma loja comercial cujo nome incluía meu prenome, acompanhada da seguinte blague: “Meu caro, seus negócios vão de vento em popa além-mar. Não resisti ao registro”.

 

Pensando tratar-se de um comércio de Teresina, respondi-lhe, por áudio, que não tinha a menor vocação ou talento para empresário e que, em minha vida, só tinha certo conhecimento de quatro xarás, dos quais dois nunca vi pessoalmente.

 

O colega Antônio, então, me explicou que se tratava de uma loja de produtos de beleza feitos com substâncias extraídas do Mar Morto, que ficava ali perto, pois se localizava ao sul da Jordânia, onde ele se encontrava a passeio.

 

Disse-lhe que, apesar do nome, no Mar Morto ninguém morreria afogado, uma vez que suas águas, muito densas, fazem uma pessoa flutuar com facilidade.

 

Na verdade, nada tenho no mar ou perto do mar. Mas, com o nome que tenho — Elmar —, posso dizer que sou o próprio mar. Sou El Mar, o mar.

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