POESIA, SIM, POESIA
Cunha e Silva Filho
Os poetas estão de parabéns. Sabem
por quê? Porque, com a Internet e as redes sociais, eles, praticamente todos
jovens, que não tiveram editores nem patrocínios de bancos ou outras
instituições públicas ou privadas, começaram , por conta própria, a produzirem
poema "às mancheias."
A Poesia está em alta. Até que enfim!
Manuel Bandeira, que não conseguiu publicar por editora seu primeiro livro, só
o fez por conta própria, ficaria exultante em face do que, pelo milagre da
Internet, está acontecendo em nosso país , com escassos leitores de poesia,
consoante era a opinião unânime de nosso editores: "Poesia não vende -
costumavam afirmar publicamente.
Mas, o mundo é outro, O Brasil,
apesar dos pesares e das greves e outras mazelas crônicas, está mudando neste
aspecto. Aviso aos navegantes: a poesia chegou e dá o seu ar de graça plena.
Que bom para todos o que ainda gostam de ler poema!
Eu mesmo, que só fui poeta de uns
quatro poemas durante a vida inteira(risos), estou aqui deste espaço, feliz da
vida e, quem sabe, até pronto para poetar ou melhor, para cometer uma
versalhada. Pois é, Poesia, sim.
Seria mais um movimento vanguardista de
poesia contemporânea brasileira? Não, em termos rígidos, não, mas um sinal
positivo está sendo dado e para contentamento de todos os poetas que estão
postando versos , desde os mais medíocres até os poemas de bom nível literário
ou mesmo de ótimo nível.
A notícia é, pois, alvissareira. Quem
pensou que a Internet iria conseguir mudanças de comportamento no tocante à
poesia em escala global, está com o queixo caído. Uma das razões é que a poesia
está deixando a sua torre de marfim ou de elitismo besta e está entrando no
quotidiano democrático das redes sociais, principalmente através do Instagram e
do Facebook. Por isso, esses novos poetas se chamam agora
"instapoeta".
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