domingo, 1 de março de 2026

SONETO DA SOLIDÃO

Imagem elaborada pela IA GPT


SONETO DA SOLIDÃO


Elmar Carvalho

 

Nas noites em que a lua alumia

a solidão das desertas chapadas,

soturnamente, adormece a melancolia.

Os raquíticos espinheiros, como ossadas,

 

quando a noite é bem sombria,

a sós com a solidão das quebradas,

contemplam, tristonhos, a nostalgia

das lúgubres noites amortalhadas ...

 

 

A araponga, se a noite desce,

solta seu grito que esmaece

na solidão, seu calvário!

 

Quando o dia chega ao termo,

a solidão que envolve o ermo

é como minha alma de solitário.