terça-feira, 4 de março de 2014

ESCRITORES E POETAS DE AMARANTE – PARTE II


ESCRITORES E POETAS DE AMARANTE – PARTE II

Luís Alberto Soares (Bebeto)

Clóvis Steiger de Assis Moura - Natural de Amarante (nasceu em 1925, faleceu em 2013). Intelectual amarantino, um dos maiores nomes do Piauí e de grande sucesso em São Paulo onde morou por longos anos. Clovis Moura era admirado por famosos escritores do Brasil, que o diga o professor Virgílio Queiroz, conhecedor de suas magníficas obras e que mantinha contato com ele. Clovis Moura possuía riquíssimo currículo, por exemplo: historiador, pesquisador, jornalista, conferencista, teatrólogo, escritor, sociólogo e poeta. Ele publicou mais de vinte livros, entre eles, “Rebeliões da Senzala”, considerado uma obra fantástica. Há poucos anos atrás, as cinzas dos restos mortais de Clovis Moura foram jogadas no rio Parnaíba na margem direita, nas proximidades do encontro dos rios Parnaíba e Canindé, na cidade de Amarante.

Uma simpática jovem amarantina nata vem se destacando na Educação e na poesia. Trata-se de Cláudia de Jesus Leite Costa, um amor de pessoa, professora gabaritada graduada em Letras Português e presta relevantes serviços na rede estadual e municipal de ensino. Cláudia é gente fina, prestativa, inteligente, humanitária, muito querida por seus colegas e alunos. Portadora de dom musical, mas não quis se dedicar à música, a exemplo de seus talentosos irmãos e primos. Em breve, a big professora Claudia lançará um livro de poesias de sua autoria. Vale ressaltar que há poucos anos, Cláudia foi jogadora de futebol e vôlei e praticou outras modalidades esportivas. Foi ainda convidada para ser modelo. Filha do simpático casal José de Sousa Costa (Zé Paca) e Francisquinha de Jesus Leite Costa.

Francisco Cunha e Silva Filho, natural de Amarante (PI), filho do cerebral amarantino, inesquecível “Professor Cunha e Silva”. Doutor em Letras (Literatura Brasileira); Mestre em Letras (Literatura Brasileira); Bacharel em Letras (Português-Inglês); Licenciado em Letras (Português-Inglês). Desde 1963, sob o nome literário Cunha e Silva Filho, colabora regularmente para a imprensa do Piauí como crítico literário e cronista. Pertence à União Brasileira dos Escritores (Seção Piauí). Atualmente colabora com artigos para o jornal Diário do Povo, Teresina, Piauí. Publicou vários trabalhos escritos entre eles, Apostila de inglês, Curso Policultura, A Preposição Inglesa; exercícios de interpretação de texto e gramática, Curso Policultura, My proposal for a realistic training program for Municipal English teachers. Monografia, As idéias no tempo. (Crônicas, memorialismo e ensaios críticos) Da Costa e Silva: uma leitura da saudade. Breve introdução ao curso de Letras: orientação, normas e diretrizes. Tese de Doutorado. Rio de Janeiro, UFRJ, Faculdade de Letras. Da Costa e Silva: do cânone ao modernismo. SANTOS, Francisco Venceslau dos. (org.) Geografias literárias. O intelectual Doutor amarantino fez várias produções ciêntíficas, entre elas, Artigos publicados em jornais; artigos e ensaios publicados em revistas do Piauí, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo: A formação do intelectual. Cadernos de Teresina. Secretaria de Cultura, Desportos e Turismo do Piauí. Elmar Carvalho: um malabarista do verso. Caderno de Teresina. Infância entre a fazenda e o asfalto Jornal do Brasil. Idéias/Livros, Manequins corcundas: a poesia de Clóvis Moura. LB - Revista da literatura brasileira. São Paulo. Os anti-heróis de Oton Lustosa. Encontro, Poesia, Vida. (Prefácio). In: CARVALHO. Elmar. Rosa dos ventos gerais. 2 ed. revista, aumentada e melhorada. SEGRAJUS, As múltiplas vozes da ribanceira. Romance (Prefácio). LUSTOSA,Oton. As múltiplas vozes da ribanceira. Editoras da UFPI. Elmar Carvalho e a insubmissão lírica (ensaio). In: CARVALHO, Elmar. Lira dos cinqüentanos. 1. Fundação de Apoio Cultural do Piauí – FUDAPI. Dalilíada: um poema e sua história (ensaio). In: CARVALHO, Elmar. Lira dos cinquentanos. 1. Fundação de Apoio Cultural do Piauí – FUNDAPI. Cunha e Silva: centenário, fotos e saudades. O intelectual amarantino Doutor Cunha e Silva Filho realizou inúmeras monografias.

Antonio Francisco da Costa e Silva, amarantino nato, nasceu no dia 23 de novembro de 1885, na casa hoje pertencente à Lucidalva Sousa Cabral (Dalva), localizada na Rua Das Flores. O nosso poeta maior, um dos melhores do Brasil, escreveu vários livros de poesia, entre eles, Sangue, Zodíaco, Vernhaeren, Pandora, Verônica, Alhambra, Clepsidra. Posteriormente, suas poesias foram editadas num só livro: “POESIAS COMPLETAS”, por seu filho, Embaixador Dr. Alberto da Costa e Silva, que esteve recentemente em Amarante. O nosso imortal poeta faleceu na cidade do Rio de Janeiro, em 29 de junho de 1950.
O nosso poeta “Da Costa e Silva” tem vários fãs de carteirinha neste Brasil. Em nosso meio temos um bom exemplo, o do popular Dr. Tatá, conhecedor da trajetória de vida do imortal poeta amarantino. Ele sabe de cor toda sua história. As mais famosas poesias de “Da Costa e Silva”: Saudade, Amarante, A Moenda, O Aboio, A Caatinga, A Balsa, Mãe, A Derrubada, A Queimada, O Inverno, A Enchente, Sob Outros Céus, Adeus à Vida, Madrigal de um Louco, O Hino do Piauí. O nosso poeta era “o sabiá que cantava”, ele próprio falava assim por onde andava.
O Príncipe dos poetas piauiense, “Da Costa e Silva”, tornou-se um destaque nacional, aprovado e bem falado por diversos críticos, intelectuais, escritores, poetas e estudiosos. A obra do nosso poeta é uma grande riqueza cultural de Amarante e do Piauí. São vários os incentivos de pesquisas e divulgação da magnífica obra. Em Amarante, historiadores e professores têm estimulado muito o estudante no conhecimento das poesias de “Da Costa e Silva”. O professor Virgílio Queiroz, há longos anos, vem ministrando aulas e palestras relacionadas aos fantásticos escritos do grande poeta, inclusive criando a SEMANA DA COSTA E SILVA, que é comemorada todos os anos, coincidindo com a data do nascimento do vate amarantino.      

Nenhum comentário:

Postar um comentário