domingo, 18 de janeiro de 2026

EGOCENTRISMO

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EGOCENTRISMO


Elmar Carvalho

 

Além do mar, além do infinito, além (...)

meu corpo fica espalhado

como poeira cósmica perdida

e dispersa nos cantos

(encantados e sem cantos)

do mundo.

É uma miragem de

visionário maluco o

infinito: é a extrapolação

do nada dentro do tudo.

Além do infinito, além do mar, aquém (...)

minha alma percorreu o infinito,

num tempo de tão pequeno

arrancado do próprio tempo,

até perder-se no infinito.

(Minha alma se tornou

o hálito

do éter perdido.)

E meu corpo se tornou

uma estátua

de granito,

plantada como

um astro no

centro do cosmo,

desmanchando-se

em lavas lacrimais

de fogo ardente.

         Pba, 07.12.77

4 comentários:

  1. Belo poema. Uma (retransfiguração) da vida, do ser.

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  2. Belo poema. Uma (re)transfiguração da vida, do ser.

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  3. Excelente comentário. Muito obrigado.

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  4. Aí foi longe, sem limites......

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