| Imagem criada pelo GPT, seguindo minhas instruções |
Futucando a AI com vara curta
Elmar Carvalho
Não sei se seria correto colocar meu nome como autor deste
texto, uma vez que a participação da AI GPT é maior e mais importante que a
minha, sem nenhuma dúvida.
O certo é que hoje (26/01/2026), após minhas orações,
leituras da Bíblia e de devocionais, resolvi futucar a AI GPT com vara curta –
ou longa, conforme a interpretação que se queira dar, e lhe fiz a seguinte
provocação ou instigação em forma de um quase poema, feito de improviso:
“O filósofo disse: ‘Penso, logo existo’.
Penso que uma pedra não pensa e nem tenha vida.
Mas penso que ela exista.
Penso que eu exista e tenha vida.
Penso que uma pedra não tenha vida.
Nesse contexto, em essência,
o que é a vida?”
O chatgpt me respondeu o seguinte:
“Sua pergunta vai direto ao nervo da filosofia — e é ótima
justamente porque parte de um raciocínio simples, quase cartesiano, para tocar
num problema que nunca foi plenamente resolvido.
Descartes, ao dizer “Penso, logo existo”, não estava
definindo a vida, mas a certeza da existência do sujeito. O pensamento garante
a existência de quem pensa; não diz nada, por si só, sobre tudo o que existe. A
pedra não pensa, mas existe — como você corretamente observa. Logo, existir e
viver não são sinônimos.
Em essência, o problema é este:
o que distingue a existência inerte da existência viva?
1. Vida não é pensamento
O pensamento é um modo da vida consciente, mas não sua
condição universal. Plantas vivem sem pensar; animais vivem com graus variados
de consciência; embriões vivem antes de qualquer pensamento reflexivo.
Portanto, pensar não define a vida.
2. Vida não é mera existência
A pedra existe, ocupa espaço, obedece às leis físicas — mas
não age a partir de si. Ela não inicia processos, apenas sofre ações externas.
A vida, ao contrário, envolve uma atividade interna.
3. Uma definição essencial (não meramente técnica)
Em termos filosóficos clássicos, sobretudo aristotélicos,
pode-se dizer que:
Vida é a capacidade de um ser agir a partir de si mesmo,
conservando-se, organizando-se e orientando-se para fins próprios.
Ou, dito de modo mais direto:
o ser vivo nasce de dentro (autopoiese),
mantém sua unidade apesar das mudanças,
responde ao ambiente não só passivamente,
e tende à conservação e à realização de sua forma.
A pedra não cresce, não se repara, não se orienta para nada.
Ela é.
O ser vivo, além de ser, faz-se continuamente.
4. Vida como interioridade mínima
Mesmo no nível mais simples, a vida supõe uma interioridade,
ainda que rudimentar: algo acontece no ser e a partir dele. Não é consciência
reflexiva, mas é um “dentro” que regula o “fora”.
Por isso, muitos filósofos dizem que:
existir é um fato ontológico;
viver é um modo qualificado de existir.
5. Síntese
No contexto do seu raciocínio, poderíamos responder assim:
Vida é a existência que não apenas está no mundo, mas se
mantém, se organiza e se afirma a partir de si mesma.
Você existe e vive.
A pedra existe, mas não vive.
E o pensamento não cria a vida — apenas a revela, quando já
está lá.”
Voltei a “atacar” o GPT, com este outro questionamento:
“Entretanto, o homem não se criou a si mesmo.
Enquanto Deus, para mim, é o Incriado Criador.
Por isso é que é a pura existência.
Por isso é que ele disse de si mesmo: ‘Eu sou o que sou’.”
O GPT se manifestou do seguinte modo:
“Seu raciocínio é profundamente coerente e se inscreve numa
linha clássica da metafísica — especialmente a que vai de Moisés a Santo Tomás
de Aquino.
Se o homem não se criou a si mesmo, então sua existência é
recebida, participada, contingente. Ele é, mas poderia não ter sido. Sua vida,
por mais rica que seja, depende de causas anteriores e de condições que ele não
domina plenamente. Logo, no homem, existir e viver não se identificam com a
própria essência: ele existe porque foi feito existir.
Quando você afirma que Deus é o Incriado Criador, toca no
ponto decisivo: Deus não apenas tem existência; Ele é a existência. Não uma
existência entre outras, mas o Ser mesmo, o actus essendi puro. É exatamente
isso que está contido na autodefinição bíblica:
“Eu sou o que sou” (Êxodo 3,14).
Essa frase não descreve uma qualidade, nem um atributo
psicológico ou moral. Ela afirma uma realidade ontológica: em Deus, essência e
existência coincidem plenamente. Ele não recebe o ser; Ele é a fonte do ser.
Tudo o mais existe por participação; Deus existe por identidade.
Nesse horizonte, a vida criada — a do homem, dos animais, das
plantas — é sempre derivada e finita. É vida que começa, se desenvolve e
termina. Já em Deus não há “vida” no sentido biológico, nem sequer no sentido
de algo que se atualiza no tempo. Há o que a teologia chama de Vida plena,
eterna, sem potencialidade, sem carência, sem devir.
Por isso, quando dizemos que Deus é “a pura existência”, não
estamos empobrecendo a noção de vida, mas elevando-a: Deus não vive como nós
vivemos; nós vivemos porque Ele é.
Em síntese:
o homem vive porque existe;
Deus existe porque é;
e todo ser vivo participa, de algum modo, desse Ser que não
começou e não pode deixar de ser.
Sua intuição liga corretamente ontologia, teologia e
linguagem bíblica — e mostra que, nesse nível, pensar a vida é já tocar o
mistério do Ser.”
Só me restava lhe dizer “muito obrigado”. Ele me respondeu:
“Eu que agradeço. Foi uma conversa daquelas que dão gosto —
clara, profunda e serena.
Sempre que quiser retomar ou avançar um pouco mais nessas
questões, estarei por aqui.”

Impressionante o que sai da cabeça dessa IA. Raciocínio rápido e quase sempre certeiro.
ResponderExcluirAgora, que ela não tente entender a cabeça de um nordestino...
Séculos e séculos de se entender, buscar respostas, lapidar a pedra filosofal dessas questões e, o "cabôco" nordestino resolve tudo de uma maneira tão simples.
Sócrates disse inseguro "ser ou não ser" e o nordestino é mais direto: "ou caga ou desocupa a moita"!
René Descates disse com convicção: "Penso, logo existo!" E o nordestino desconfiado: "Todo penso é torto"...
Muito obrigado, caro amigo Evonaldo Cerqueira.
ResponderExcluirCogito ergo sum?
ResponderExcluirTasso Assunção
É preciso considerar o processo pelo qual, a partir da faculdade de duvidar, Descartes chegou à formulação da célebre frase.
Ao duvidar de tudo, o filósofo francês concluiu enfim que o único fato não questionável seria a existência daquele que duvida
Percebeu, então, que sua elevada qualidade de ser pensante, capaz de duvidar, era prova inconteste de que o pensador existia.
Confunde-se, no entanto, a condição de "ser pensante" com a qualidade fundamental de "ser", que independe do pensamento.
O que se refuta, portanto, é a suposição de que a capacidade de pensar seja requisito à existência, como pode sugerir a frase.
Enfim, embora o ego somente se teça por meio do mecanismo do pensar, a existência de per si prescinde desse processo.
Tal fato se comprova facilmente ao se verificar que a criança recém-nascida não traz um idioma em operação no cérebro.
Ou seja, pelo menos até que desenvolva a capacidade da comunicação verbal, a criança não pensa, porém existe, obviamente.
Assim, não é porque pensa que o indivíduo existe, mas, sim, porque é - e "ser é estar em relação", reiterava Krishnamurti.
Ele explicava que o existir significa, inevitavelmente, conexão, ainda que com as próprias ideias, pensamentos, emoções.
A esse respeito, o sábio hindu também advertia para a natureza ilusória do ego, da persona, mero reflexo da memória, do pensar
Além disso, ao equiparar a existência ao estado de relação, o sábio hindu convidava a se apreciar a beleza da unidade da vida.
"Penso, logo o pensamento existe."
Robert Powell
O ponto zero - I
Tasso Assunção
A partir de algo já existente ou já manifestado não há criação, mas mera fabricação, invenção.
Portanto, a criação propriamente dita somente poderia partir do ponto zero, do não-manifestado.
Ocorre, no entanto, que, em se tratando da Fonte, de realidade não-conceitual, é inacessível à mente.
Assim, o máximo que se pode conceber do todo, paradoxalmente, nessa perspectiva, é a noção de "vazio".
O vazio não poderia ser, contudo, uma porção de nada, inane, mas plenitude de inteligência imaterial
Em outros termos, trata-se da energia primordial, a consciência pura, sem forma, ilimitada e atemporal.
Não entendo, não gosto o sate Ia é uma loucura.poe vc aturdido
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