| Charge de Fernando di Castro |
NA BANCA DO LOURO
Elmar Carvalho
Sempre que vou a Parnaíba, visito
a banca de jornais e revistas do Louro, que é meu conhecido desde os áureos
tempos do jornal Inovação. Fica na praça da Graça, quase em frente à agência da
Caixa Econômica Federal. Ali, tomo conhecimento dos periódicos e livros que
foram publicados na cidade. Nas suas imediações, geralmente encontro algum
velho amigo, ou, pelo menos, através do Louro, recebo notícia de algum
conhecido que esteja visitando Parnaíba.
Assim, soube que o Flamarion
Mesquita, que hoje mora em Palmas, no Tocantins, esteve na urbe, visitando seus
parentes. É ele um competente professor de inglês e notável desenhista. Foi um
dos principais ilustradores do Inovação. Fez capas e contracapas de nossos
livros mimeografados, geralmente obras coletivas de que tive a honra de
participar. Não tive, entretanto, a oportunidade de abraçá-lo, como gostaria.
Também tive notícia do dr. Nicodemos Ramos, que recentemente tomou posse de sua
cadeira na Academia Parnaibana de Letras, em inesquecível noite de literatura e
arte.
Pude reencontrar o Francisco
Carvalho, que há muitos anos não revia. É parnaibano. Vim a conhecê-lo em
Teresina, em 1983 ou um pouco depois, quando ele exerceu cargo na Delegacia do
Ministério da Educação no Piauí. Foi colaborador do jornal Inovação. Depois,
foi removido para Fortaleza; hoje, se encontra em São Luís, porém lotado na
FUNAI, mantendo, portanto, contato com os índios maranhenses, que, ao contrário
do que ocorreu em nosso estado, não foram extintos.
Falou-me de seus vários projetos
intelectuais. Disse que pretendia escrever uma monografia sobre o antigo
Ginásio São Luiz Gonzaga, mas que não o fez porque não encontrou subsídios
informativos para a empreitada. Por coincidência, estava conosco o Vicente de
Paula (Potência), que ostentava na gola da camisa o broche comemorativo dos 50
anos da primeira turma do Colégio Estadual Lima Rebelo, originário da
estadualização do antigo Ginásio Parnaibano pelo governador Chagas Rodrigues,
que desse modo beneficiou os estudantes pobres do município.

Nobre Poeta Maior!
ResponderExcluirRelembrar é viver. Esses assuntos que sempre vc está trazendo ao nosso conhecimento, mesmo os mais antigos, nos remetem a um tempo extraordinário, onde apesar de não termos a nossa mão o que temos hoje, em matéria de agilização da informação, vivíamos as coisas minuto a minuto, pô assim dizer. Amo os seus textos, sua crônicas, contos e principalmente a poesia.
Eita! Que lindas e emocionantes palavras o amigo disse. Muito obrigado!
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