quinta-feira, 11 de agosto de 2011

DIÁRIO INCONTÍNUO


Arquivo CMN 40 Graus

Arquivo CMN 40 Graus

11 de agosto

EDUCAÇÃO E EDUCADORES DE CAMPO MAIOR

Elmar Carvalho

Fui a minha cidade natal, no sábado, assistir à solenidade de lançamento do livro Educação e Educadores de Campo Maior, da autoria de Sílvia Melo, professora da Universidade Federal do Piauí. O evento ocorreu à noite, no salão paroquial, que recentemente passou por uma reforma. Lá estavam seu marido, o professor Demerval Sousa, diretor de uma das unidade educacionais do Instituto Tecnológico Federal do Piauí; seus irmãos Maurício, Moreninha e Margarida Melo; os escritores e intelectuais Zeferino Alves Neto, Assis Lima, Moacir Ximenes, Antonio Loiola, José Francisco Marques, Jesus Araújo. Entre outras pessoas ilustres e amigas, se fizeram presentes tenente Jaime da Paz, professora Mariema Paz, Jaime Filho, Alfredo da Paz Neto, Antônio Wilson Andrade, José Augusto Ximenes... O fotógrafo Braga Primo lá estava a apontar a certeira e implacável objetiva de sua câmera fotográfica. João Alves Filho, com a sua competência de sempre, foi o apresentador do evento, podendo ser considerado como o mestre dos mestres de cerimônia. Ana Maria Cunha foi a apresentadora da obra; enalteceu suas qualidades e chamou a atenção para as suas principais abordagens históricas e pedagógicas. Deu emocionado depoimento sobre a competência magisterial de Sílvia, da qual foi aluna na UFPI, sobre sua simpatia, generosidade e respeito ao aluno.

Também fui escalado para falar. Além de me reportar ao livro e à sua autora, aproveitei a deixa para dar um depoimento sobre uma unidade escolar de educação integral de Palmas, capital do Tocantins, que visitei recentemente, sobre a qual já me referi neste diário, e para mais uma vez pregar a necessidade de implantação desse sistema educacional, que certamente contribuirá para uma melhor formação de nossos infantes e adolescentes, tirando-os do ócio e do perigo das ruas, quase sempre péssimos conselheiros. Por fim, falou a Sílvia, sobre seu livro e sobre sua luta para escrevê-lo e para colher dados, através de pesquisas documentais, estatísticas e entrevistas com administradores e pessoas da área pedagógica. É ela de ilustres estirpes campomaiorenses. Seu pai, o comerciante Agenor Leite Melo, exerceu interinamente a chefia do Poder Executivo local. Todos os seus sete irmãos têm curso superior. Um deles, César Melo, médico como seu irmão Agenor Filho, foi prefeito e deputado estadual. Margarida e Maurício Melo também exerceram o cargo de deputado estadual.

Tive a honra de haver prefaciado o livro Educação e Educadores de Campo Maior. De meu texto preambular, entendo oportuno transcrever o seguinte trecho, como uma homenagem à amiga Sílvia Melo, sua autora, com que encerro este registro: “No tocante à história da Educação em Campo Maior, devo enfatizar que ela fez um enorme esforço de pesquisa, pois, do meu conhecimento, não existia nenhuma obra a respeito, sendo certo que os dados e fontes de pesquisa, sobretudo documentos, se encontravam em locais diversos, muitos deles esconsos e quase inacessíveis. Utilizou em seu trabalho dados estatísticos, dando-lhes a adequada interpretação e contextualização em face da realidade da época. Os principais fatos e atos dos prefeitos foram trazidos à baila, sem paixão e sectarismos, conquanto seja ela filha e irmã de políticos proeminentes de nosso município. Os nomes das velhas professoras, dos velhos mestres-escolas foram resgatados do limbo do esquecimento em que jaziam. Fez justiça aos professores mais dedicados e mais competentes, que contribuíram para a formação educacional de várias gerações de campomaiorenses, que deram a instrução básica a vários conterrâneos, que se projetaram nos mais diferentes campos das atividades humanas. Nas páginas de seu notável livro, desfilam os lentes que mais se destacaram, e que pontificaram como paradigmas aos professores que hoje conduzem a tocha sagrada da Educação, no inevitável revezamento das gerações, que se sucedem, na marcha inexorável do tempo, que nunca tem tempo de parar, sempre em demanda do futuro”.

2 comentários:

  1. Conheço a Silvia Melo desde os tempos como colaboradora do saudoso Jornal A Luta ali na Rua José Paulino. Parabéns a escritora e a sua permanente simpatia.


    hl/sp

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  2. José Miranda Filho14 de agosto de 2011 00:17

    A Sílvia, desde cedo, mostrou-se interessada pela escrita. Como disse o amigo Horácio, conduziu a coluna social do A Luta com muita habilidade na seleção das notas e na linguagem. Pude provar de seu delicioso convivio na Rádio Clube de Campo Maior, emissora em que ela também desempenhou com desenvoltura sua aptidão para as notícias da sociedade, como também para a redação. Agora, já com dois livros lançados, faz-se escritora de fato. Uma saudação a Sílvia, com votos de pleno sucesso de suas obras. E que nos venham outras.
    Ao poeta Zé Elmar, também minhas felicitações, pela profundidade do seu prefácio.

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