NO REINO DO SURREAL
Elmar Carvalho
I – FUTEBOL
dec/apitado
fiz o gol
da vitória
com minha própria
cabeça
nas traves da guilhotina
(e o goleiro era o
carr’asco)
II – BASQUETEBOL
tudo inclusive
o óbolo inútil
o bolo indigesto
a bola murcha
a bala de festim
a balada calada
alada
mas sem voo
mas ainda me sobrou
cabeça para arrancá-la
e enfiá-la
na cesta
III – VOLEIBOL
jornada nas estrelas
em minha
cabeça
de antemão coroada
com o louro/ouro
da vitória
minha cabeça descreveu
uma parábola
bola
sangrando
bola
singrando
o espaço como um
cometa
de cauda sangrenta
(depois a fiz troféu da
vitória)
Até em que sei, o jovem Elmar(poemas em primeira pessoa) teve grande desempenho como goleiro. Ser infeliz em algum momento, faz parte de quem se atreve. Nas outras modalidades, o esportista-poeta parece não ter se comprometido. Se por coincidência encontrou-se na ativa por alguns momentos, é perdoado algum vexame .
ResponderExcluirWilton Porto
Kkkkkk. Não me aventurei nas outras duas modalidades. Mas como goleiro de futebol dava as minhas "voadas" e posso dizer que fui considerado um bom guarda-redes.
ResponderExcluirObrigado, caro poeta e amigo Wilton Porto.
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